
Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,
acordarei entre os teus braços.
acordarei entre os teus braços.
a tua pele será talvez demasiado bela.
e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar
a perfeição da felicidade.
e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar
a perfeição da felicidade.
José Luis Peixoto
4 comentários:
Gosto de José Luís Peixoto
e, gostei do teu espaço:)
BF
conheces o blog do Ze luis?
http://bravonline.abril.com.br/blog/joseluispeixoto/
P.S- escreve com mais frequência.Gosto de te ler.
Abraço
SA
Gostei.
Assim como o SA te digo: aparece mais vezes.
Lindo hum?? :)
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