terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Clandestino



A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava

A nossa casa, a nossa vida
foi de novo revirada
à meia-noite
o meu amor não estava

Ai, eu não sei aonde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso

E acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

Com o bebé, escondida,
quis lá eu saber, esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava

E arranhada pelas silvas
sei lá eu o que desejei:
não voltar nunca...
amantes, outra casa...

E quando ele por fim chegou
trazia flores que apanhou
e um brinquedo pró menino

E quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou
o nosso amor é clandestino

(Deolinda - Clandestino)

(Será porque não entendi porque não disseste ou nao queres dizer a mais ninguem que vens... que so me veio isso á ideia... Que o nosso amor parece clandestino. Irónica, a diferença na nossa postura em relação a isso.)

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