segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Cúmplices


A noite vem às vezes tao perdida
E quase nada parece bater certo
Ha qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto

Nem sempre o chao da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tanta vezes o que resta, do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Trocamos as palvras mais escondidas
Que só a noite arranca sem doer
Seremos cumplices o resto da vida
Ou talvez só ate amanhecer
Fica tao facil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Mafalda Veiga

(Sinto que esta musica faz-me todo o sentido, tal como tu fazes, embora nao a possa partilhar contigo neste momento particular em que me magoaste de uma maneira que nao imaginas, mas continuas achando que tens toda a razão. Infelizmente nao quero mais falar disso contigo e sei que encaro mais uma noite de silencio da tua parte e de total indiferença :( Adoro-TE mas ha coisas que me transcendem, tal como tu uma vez me disseste, e esta é uma destas. Quero-TE, nao quero esta distancia para nós mas quero lidar com ela de maneira a que nao nos magoemos constantemente como tem acontecido tantas vezes :( "Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho"

1 comentário:

Rui Mendes disse...

Mafalda Veiga tem o dom de nos tocar com as letras. Muito boa essa ;)

**